
Nesta área de intervenção, o podologista encontra todos os tipos de pé que podem sair do padrão considerado normal e fisiológico, tais como o Pé diabético, neurológico, reumático.
Estes tipos de pés requerem uma abordagem especializada por parte do podologista. Este precisa de estar preparado para lidar com as particularidades e necessidades específicas de cada condição.
O podologista desempenha um papel importante na prevenção de complicações nos pés, no tratamento de problemas existentes e na melhoraria da qualidade de vida dos pacientes, proporcionando cuidados específicos e personalizados.
A Diabetes é uma doença de elevada prevalência em Portugal e no mundo, caracterizada por uma alteração metabólica de múltiplas origens, resultando na insuficiência de insulina e/ou na sua incapacidade de funcionar adequadamente..
A insulina é uma hormona produzida pelo pâncreas e que é responsável pelo controle do metabolismo da glicose no sangue. Havendo um deficit na secreção da insulina pelo pâncreas, há um deficit na metabolização da glicose e consequentemente um aumento dos níveis de glicose na corrente sanguínea (hiperglicemia) de forma permanente.
A grande maioria dos pacientes diabéticos sofre de alterações nos membros inferiores, como a neuropatia (défices sensitivos e motores), artropatia diabética, feridas e infeções do pé o também designado de pé diabético.
O Pé diabético é uma das complicações mais graves da diabetes e está associado a graves consequências médicas, sociais e económicas, não só para os doentes, mas também para a família e sociedade envolvente.
Os nossos pés são caracterizados não só por uma complexa rede sanguínea, mas também por uma vasta ramificação nervosa que é responsável pela sensibilidade do pé. Se para além da “má circulação” provocada pelo estreitamento e endurecimento dos vasos sanguíneos, existir uma alteração do funcionamento das estruturas nervosas, teremos uma redução dos níveis de sensibilidade logo uma neuropatia. Se existir um déficit no aporte sanguíneo, qualquer ferimento ou infeção será de mais difícil cicatrização. Da mesma forma uma redução sensibilidade poderá levar ao aparecimento de um pequeno ferimento e posteriormente infeção que poderá culminar com amputação do membro.
É altamente recomendável que pacientes diabéticos recorram às consultas de Podologia, pelo menos, a cada 6 meses, afim de garantir o diagnóstico precoce de qualquer alteração nos pés. O acompanhamento podológico correto, consciente e minucioso são essenciais para prevenir e cuidar adequadamente de forma a minimizar as complicações associadas ao pé diabético.